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Quadros

Arthur Luiz Piza (1928-2017). Três triângulos. Gravura colorida em metal impressa sobre papel, (água, tinta e goiva). 14/99. 45 x 31 cm. Arthur Luiz Piza (São Paulo, São Paulo, 1928 - Paris, França, 2017). Gravador, desenhista, escultor. Inicia a formação artística em 1943, estudando pintura e afresco com Antonio Gomide (1895-1967). Após participar da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, viaja para a Europa e passa a residir em Paris. Frequenta o ateliê de Johnny Friedlaender (1912 - 1992) e aperfeiçoa-se nas técnicas de gravura em metal, água-forte, talho-doce, água-tinta e ponta-seca. Em 1953, participa da 2ª Bienal Internacional de São Paulo e obtém o prêmio aquisição. Na 5ª Bienal, em 1959, é contemplado com o grande prêmio nacional de gravura. Nesse período, começa a fazer relevos, picotando suas aquarelas e aproveitando os fragmentos em colagens sobre tela, papel, cobre e madeira. Posteriormente cria relevos de metal sobre sisal, e produz peças tridimensionais em grande escala e trabalhos em porcelana e ourivesaria. Realiza ilustrações para diversos livros, de tiragens reduzidas. No fim dos anos 1980, cria um mural tridimensional para o Centro Cultural da França, em Damasco, Síria. Em 2002, são apresentadas na Pinacoteca do Estado de São Paulo (_Pina), e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli - Margs, em Porto Alegre, duas amplas retrospectivas de sua obra. Em 1951, estuda em Paris com Johnny Friedlaender (1912 - 1992) e se aperfeiçoa nas técnicas de gravura em metal. Suas primeiras gravuras dialogam com as de Friedlaender pelo grafismo irregular e pelas nuances surrealistas. Gradualmente ocorre em suas obras maior preocupação construtiva, com a geometrização dos elementos. Piza introduz na gravura uma nova forma de trabalho: passa a esculpir na placa de metal formas geométricas, arredondadas, retangulares ou triangulares, com a utilização de buril, diferentes goivas, prego e martelo. As gravuras geradas exploram a transição entre as áreas de diferentes profundidades e também o jogo criado com a luz. Piza percebe então que é possível traduzir esse procedimento para a pintura. Em 1959, passa a fazer relevos picotando algumas aquarelas feitas na época e aproveitando os pequenos fragmentos para realizar colagens sobre papel ou tela, à maneira de mosaicos, que, por vezes, são recobertos com camadas de tinta. Segundo o artista, o material é organizado com base na procura do ritmo próprio de cada composição, independentemente das outras já prontas. Como aponta a estudiosa Stella Teixeira de Barros, em sua produção a cor insinua-se cada vez mais, assim como o ritmo das partículas em relevo. As formas tendem a se aglomerar em tramas mais saturadas. Para o crítico Paulo Sérgio Duarte, há nesses relevos uma vontade de ordem que não se concretiza. Embora contenham algo que remete à seriação e à repetição, as pequenas partículas, sutilmente irregulares, combinam-se e convivem com liberdade de direções, às vezes quase caótica. Na série Capachos, 1979, a tendência do artista em ocupar o espaço torna-se mais visível. Os trabalhos são compostos de triângulos acoplados em alfinetes de metal sobre pedaços de sisal. Como aponta o crítico Tiago Mesquita, nessas obras o que antes sugeria volume e fluxo transforma-se em tridimensionalidade. Em 1986, Piza desenvolve um mural para o Centro Cultural da França, em Damasco, com uma poética próxima àquela apresentada nas obras da série. A série Corte e Recorte, 1984/1985 é realizada com base em incisões profundas em folhas de papel. Em alguns desses trabalhos, a cor amplia a percepção dos volumes. Em outros, como aponta Barros, a preservação do branco do papel faz com que a obra atinja o ápice da luminosidade modulada e cambiante. É possível ainda perceber na matéria as marcas do gesto do artista, em processo similar ao da gravura. Piza desenvolve ainda experiências com entalhe em madeira, projeção de utensílios como pratos, vasos e objetos de porcelana e cria objetos cinzelados de metal e joias.

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Tipo: Quadros

Arthur Luiz Piza (1928-2017). Três triângulos. Gravura colorida em metal impressa sobre papel, (água, tinta e goiva). 14/99. 45 x 31 cm. Arthur Luiz Piza (São Paulo, São Paulo, 1928 - Paris, França, 2017). Gravador, desenhista, escultor. Inicia a formação artística em 1943, estudando pintura e afresco com Antonio Gomide (1895-1967). Após participar da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, viaja para a Europa e passa a residir em Paris. Frequenta o ateliê de Johnny Friedlaender (1912 - 1992) e aperfeiçoa-se nas técnicas de gravura em metal, água-forte, talho-doce, água-tinta e ponta-seca. Em 1953, participa da 2ª Bienal Internacional de São Paulo e obtém o prêmio aquisição. Na 5ª Bienal, em 1959, é contemplado com o grande prêmio nacional de gravura. Nesse período, começa a fazer relevos, picotando suas aquarelas e aproveitando os fragmentos em colagens sobre tela, papel, cobre e madeira. Posteriormente cria relevos de metal sobre sisal, e produz peças tridimensionais em grande escala e trabalhos em porcelana e ourivesaria. Realiza ilustrações para diversos livros, de tiragens reduzidas. No fim dos anos 1980, cria um mural tridimensional para o Centro Cultural da França, em Damasco, Síria. Em 2002, são apresentadas na Pinacoteca do Estado de São Paulo (_Pina), e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli - Margs, em Porto Alegre, duas amplas retrospectivas de sua obra. Em 1951, estuda em Paris com Johnny Friedlaender (1912 - 1992) e se aperfeiçoa nas técnicas de gravura em metal. Suas primeiras gravuras dialogam com as de Friedlaender pelo grafismo irregular e pelas nuances surrealistas. Gradualmente ocorre em suas obras maior preocupação construtiva, com a geometrização dos elementos. Piza introduz na gravura uma nova forma de trabalho: passa a esculpir na placa de metal formas geométricas, arredondadas, retangulares ou triangulares, com a utilização de buril, diferentes goivas, prego e martelo. As gravuras geradas exploram a transição entre as áreas de diferentes profundidades e também o jogo criado com a luz. Piza percebe então que é possível traduzir esse procedimento para a pintura. Em 1959, passa a fazer relevos picotando algumas aquarelas feitas na época e aproveitando os pequenos fragmentos para realizar colagens sobre papel ou tela, à maneira de mosaicos, que, por vezes, são recobertos com camadas de tinta. Segundo o artista, o material é organizado com base na procura do ritmo próprio de cada composição, independentemente das outras já prontas. Como aponta a estudiosa Stella Teixeira de Barros, em sua produção a cor insinua-se cada vez mais, assim como o ritmo das partículas em relevo. As formas tendem a se aglomerar em tramas mais saturadas. Para o crítico Paulo Sérgio Duarte, há nesses relevos uma vontade de ordem que não se concretiza. Embora contenham algo que remete à seriação e à repetição, as pequenas partículas, sutilmente irregulares, combinam-se e convivem com liberdade de direções, às vezes quase caótica. Na série Capachos, 1979, a tendência do artista em ocupar o espaço torna-se mais visível. Os trabalhos são compostos de triângulos acoplados em alfinetes de metal sobre pedaços de sisal. Como aponta o crítico Tiago Mesquita, nessas obras o que antes sugeria volume e fluxo transforma-se em tridimensionalidade. Em 1986, Piza desenvolve um mural para o Centro Cultural da França, em Damasco, com uma poética próxima àquela apresentada nas obras da série. A série Corte e Recorte, 1984/1985 é realizada com base em incisões profundas em folhas de papel. Em alguns desses trabalhos, a cor amplia a percepção dos volumes. Em outros, como aponta Barros, a preservação do branco do papel faz com que a obra atinja o ápice da luminosidade modulada e cambiante. É possível ainda perceber na matéria as marcas do gesto do artista, em processo similar ao da gravura. Piza desenvolve ainda experiências com entalhe em madeira, projeção de utensílios como pratos, vasos e objetos de porcelana e cria objetos cinzelados de metal e joias.

Informações

Lance

    • 1 lance(s)

    • R$ 2,500.00

    • R$ ,00

Termos e Condições
Condições de Pagamento
Frete e Envio
  • TERMOS E CONDIÇÕES

    EMPRESA ORGANIZADORA:

    Galeria Ricardo Von Brusky

    LEILÃO - O leilão será realizado pela Leiloeira oficial Sra. Lia Camargo Von Brusky da Fonseca - JUCESP no 925, nos dia 17 de Agosto a partir das 20:30, na Rua Estados Unidos, 336 Jardim América, São Paulo, SP, CEP: 01427-000. As condições de venda e pagamento obedecem ao que dispõe o Decreto Federal no 21.981, de 19 de outubro de 1.932, com as alterações introduzidas pelo Decreto no 22.427, de 1o de fevereiro de 1933, que regula a profissão de Leiloeiro Oficial, as quais deverão ser respeitadas por todos os participantes deste leilão.

    CONDIÇÕES PARA PARTICIPAR DO LEILÃO- Para participar do leilão o interessado deverá ser capacitado para contratar, e aguardar a liberação da galeria Ricardo Von Brusky nos termos da legislação em vigor. Menores de 18 (dezoito) anos não serão admitidos a participar do leilão.

    BENS- Os bens a serem leiloados estarão em exposição na Galeria Ricardo Von Brusky de 10/08 a 15/08 de 2020 das 11:00h às 18:00h. Os bens serão vendidos nas condições em que se encontram, cabendo aos interessados minuciosos exame in loco dos mesmos. Os bens serão vendidos a quem oferecer o maior lance e poderão ser retirados do leilão sempre que o leiloeiro julgar necessário. As fotos divulgadas no site e no catálogo da Galeria Ricardo Von Brusky são meramente ilustrativas, não servindo de parâmetro para demonstrar o estado dos bens ou influenciar a decisão de oferta de lances para arrematação dos mesmos.

    COMISSÃO DO LEILOEIRO - Os arrematantes deverão pagar à Leiloeira Lia Camargo Von Brusky da Fonseca, comissão de 5% (cinco por cento) sobre o valor da arrematação que não está inclusa no valor do lance.

    LANCES- Os lances poderão ser ofertados presencialmente, por telefone 11 2373 0768 e online, entretanto a Galeria Ricardo Von Brusky e a Leiloeira Lia Camargo Von Brusky não se responsabilizam por problemas técnicos de internet e afins. O interessado poderá oferecer mais de um lance para o mesmo bem, prevalecendo sempre o maior lance ofertado. Os lances oferecidos são IRREVOGÁVEIS e IRRETRATÁVEIS, não podendo ser anulados e/ou cancelados em nenhuma hipótese. O interessado é responsável por todas as ofertas registradas em seu nome.

    PAGAMENTO- O valor do bem arrematado e a comissão da Leiloeira deverão ser pagos no prazo de até 03 (três) dias úteis a contar do encerramento do leilão, através de TED Transferência Eletrônica Disponível; DOC Documento de Ordem de Crédito ou depósito bancário, conforme instruções da Galeria Ricardo Von Brusky.

    RETIRADA- Após 01 (um) dia útil a contar da data da efetivação do pagamento (crédito/compensação de remessa em conta corrente) do valor do lance e da comissão da Leiloeira, os bens poderão ser retirado pelos arrematantes no endereço da Galeria Ricardo Von Brusky de segunda à sexta-feira, das 11:00 às 18:00. A retirada dos lotes arrematados será de total responsabilidade do comprador incluindo, transporte e embalagem. Para a retirada dos bens por procurador, deverá ser entregue o Instrumento de Procuração com firma reconhecida. Após 30 diasserá cobrado uma taxa mensal de guarda-móveis. A Leiloeira não tem qualquer responsabilidade pela entrega dos bens aos arrematantes.

    INADIMPLÊNCIA- Caso o arrematante não pague o preço do bem arrematado e a comissão da Leiloeira oficial no prazo acima estipulado (03 dias úteis), a arrematação ficará cancelada, devendo o arrematante pagar o valor correspondente a 25% (vinte e cinco por cento) do lance ofertado, sendo 5% (cinco por cento) a título de comissão da leiloeira oficial e 20% (vinte por cento) destinado ao proprietário dos bens e ao pagamento de eventuais despesas incorridas pela leiloeira e pela Galeria Ricardo Von Brusky. A leiloeira poderá emitir título de crédito para a cobrança de tais valores, encaminhando-o a protesto por falta de pagamento, sem prejuízo da execução prevista no artigo 39, do Decreto no 21.981/32. A leiloeira oficial poderá, nesta hipótese, soli- citar a inclusão dos dados cadastrais do arrematante junto aos órgãos de proteção ao crédito.O inadimplente não será admitido a participar de qualquer outro leilão divulgado no site da Galeria Ricardo Von Brusky, por ter seu cadastro bloqueado. Caso sejam identificados cadastros vinculados ao mesmo serão igualmente bloqueados.

    REGISTRO- Uma vez aceitas os presentes Condições de Venda e Pagamento do Leilão, o arrematante autoriza o respectivo registro perante Cartório de Registro de Títulos e Documentos, para que produza todos os efeitos legais, correndo por conta da leiloeira os custos envolvidos.
    A autenticidade das peças que constam neste catálogo é totalmente garantida pela Galeria Ricardo Von Brusky e foram objetos de apreciação prévia, realizada pelo IPHAN Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional. O interessado declara estar ciente e de acordo com os termos constantes deste documento.

  • CONDIÇÕES DE PAGAMENTO

    PAGAMENTO O valor do bem arrematado e a comissão da Leiloeira deverão ser pagos no prazo de até 03 (três) dias úteis a contar do encerramento do leilão, através de TED Transferência Eletrônica Disponível; DOC Documento de Ordem de Crédito ou depósito bancário, conforme instruções da Galeria Ricardo Von Brusky.

  • FRETE E ENVIO

    RETIRADA

    A retirada dos lotes é de responsabilidade do comprador, incluindo transporte e embalagem, dentro do prazo vigente do leilão, com AGENDAMENTO PRÉVIO. 
    Caso o arrematante não realize o pagamento e a retiradas dos itens arrematados, será automaticamente bloqueado na plataforma do Leilões BR e submetido as medidas legais vigentes nas regras do leilão .

    A cotação do envio pelos correios deverá ser solicitada por e-mail.

    Peças frágeis serão enviadas somente por transportadoras especializadas.
    Podemos indicar transportadoras, mas a cotação e escolha da&