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Esculturas

Franz Weissmann (1911-2005). Escultura em alumínio. 3/20. Assinado e datado de 1996. 20 x 13 cm. Escultor, desenhista, pintor e professor. Por meio da aplicação de técnicas do figurativismo e do construtivismo - movimento do qual é um dos precursores no Brasil -, consolida-se como importante criador de esculturas em espaços públicos do país. Sua obra tem como traços característicos os contornos de espaços vazados e a valorização das formas geométricas. A família de Weissmann chega ao Brasil em 1921 e se estabelece no interior de São Paulo. Em 1927, ele se muda para a capital paulista, onde leciona português a estrangeiros e entra em contato com as artes plásticas em visitas a exposições. Em 1929, a família se transfere para o Rio de Janeiro. Ingressa na Escola Nacional de Belas Artes (Enba) em 1939. Durante dois anos, passa pelos cursos de arquitetura, pintura, desenho e escultura, mas não se adapta ao ensino acadêmico e abandona a Enba em 1941. De 1942 a 1944, estuda desenho, escultura, modelagem e fundição no ateliê do escultor polonês August Zamoyski (1893-1970), com quem aprende as técnicas tradicionais do campo. Entre o fim de 1944 e o início de 1945, como forma de "retiro voluntário" para se libertar "do peso acadêmico", Weissmann transfere-se para Belo Horizonte. Na capital mineira, ministra aulas particulares de desenho e escultura e continua com trabalhos que seguem a linha figurativa, mas que tendem à crescente simplificação. Em 1946, realiza sua primeira exposição individual, no diretório dos estudantes da Enba. Em 1948, a convite do pintor Guignard (1896-1962), começa a dar aulas de modelo vivo, modelagem e escultura na primeira escola de arte moderna de Belo Horizonte, a Escola do Parque - posteriormente Escola Guignard -, onde permanece até 1956. Na busca pela essência da figura, realiza esculturas cada vez mais geometrizantes, nas quais o espaço vazado já aparece como um elemento definidor. No decorrer da carreira, o "vazio ativo" - como o artista define tais espaços -, torna-se uma obsessão. É do jogo entre o plano e suas articulações com o elemento vazado que nasce a tridimensionalidade aberta para o mundo das esculturas de Weissmann. A partir da década de 1950, começa a abandonar o estilo figurativo e, gradualmente, elabora um trabalho de cunho construtivista, com valorização das formas geométricas submetidas a recortes e dobras, por meio do uso de chapas de ferro, fios de aço, alumínio em verga ou folha. As primeiras experiências construtivistas, determinantes para o desenvolvimento e a consolidação dessa estética no Brasil, culminam na obra Cubo Vazado (1951), um dos marcos iniciais do estilo. Em 1954, Weissmann vence diversos concursos de projetos para esculturas em espaços públicos. Destes, apenas Monumento à Liberdade de Expressão do Pensamento é edificado na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. A obra, no entanto, é destruída em 1962, por causa de "reformas urbanísticas" no local. Ainda nos anos 1950, de volta ao Rio de Janeiro, o escultor integra o Grupo Frente, importante referência do construtivismo no Brasil, formado por artistas como Ivan Serpa (1923-1973), Lygia Clark, Décio Vieira (1922-1988) e Aluísio Carvão (1920-2001). Nesse período, realiza experiências com fios de aço, na série de "esculturas lineares", e com formas modulares, procedimentos que eliminam qualquer tipo de base para as esculturas. Em 1957, a polícia mineira transforma seu ateliê no subsolo da Escola do Parque Municipal em uma penitenciária. Sem a presença do artista no momento, todos os estudos feitos durante os anos em Belo Horizonte são jogados fora e quase todo o trabalho das décadas de 1940 e 1950 é destruído. No mesmo ano, participa da Exposição Nacional de Arte Concreta e recebe o prêmio de melhor escultor nacional na 4ª Bienal Internacional de São Paulo, onde apresenta a escultura A Torre, um dos ícones do neoconcretismo. Em 1958, recebe o prêmio de viagem ao exterior no 7º Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Em 1959, funda o Grupo Neoconcreto e assina o Manifesto Neoconcreto. Estabelece-se na Europa até o fim de 1964. Os trabalhos desse período, conhecidos como amassados, abandonam momentaneamente a construção geométrica, o que os críticos apontam como um "interregno expressivo" em sua pesquisa, quando a preocupação com a materialidade toma o primeiro plano. Um exemplo é a série Amassados, elaborada com chapas de zinco ou alumínio trabalhadas a martelo, porrete e instrumentos cortantes, alinhando-se temporariamente ao informalismo. Volta ao Brasil em 1965, retoma a aproximação com as vertentes construtivistas e reinicia as experimentações com formas geométricas e modulares. Em 1967, apresenta Arapuca na 9ª Bienal Internacional de São Paulo, peça na qual a cor se faz presente pela primeira vez como elemento determinante do espaço da escultura. A partir de então, são raras as esculturas sem aplicação de cor. Nos anos 1970, recebe o prêmio de melhor escultor da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) e participa da Bienal Internacional de Escultura ao Ar Livre, em Antuérpia, na Bélgica, e da Bienal de Veneza. Ao longo do tempo, mantém-se fiel ao processo de criação, sobretudo ao trabalho direto com o material e a manufatura de modelos com cortes e dobraduras, os quais são posteriormente ampliados numa metalúrgica. Um dos personagens mais importantes do movimento construtivista no Brasil, Franz Weissmann prioriza a exploração dos limites da forma e a realização de esculturas que dialogam com o público e interagem com o espaço urbano.

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Tipo: Esculturas

Franz Weissmann (1911-2005). Escultura em alumínio. 3/20. Assinado e datado de 1996. 20 x 13 cm. Escultor, desenhista, pintor e professor. Por meio da aplicação de técnicas do figurativismo e do construtivismo - movimento do qual é um dos precursores no Brasil -, consolida-se como importante criador de esculturas em espaços públicos do país. Sua obra tem como traços característicos os contornos de espaços vazados e a valorização das formas geométricas. A família de Weissmann chega ao Brasil em 1921 e se estabelece no interior de São Paulo. Em 1927, ele se muda para a capital paulista, onde leciona português a estrangeiros e entra em contato com as artes plásticas em visitas a exposições. Em 1929, a família se transfere para o Rio de Janeiro. Ingressa na Escola Nacional de Belas Artes (Enba) em 1939. Durante dois anos, passa pelos cursos de arquitetura, pintura, desenho e escultura, mas não se adapta ao ensino acadêmico e abandona a Enba em 1941. De 1942 a 1944, estuda desenho, escultura, modelagem e fundição no ateliê do escultor polonês August Zamoyski (1893-1970), com quem aprende as técnicas tradicionais do campo. Entre o fim de 1944 e o início de 1945, como forma de "retiro voluntário" para se libertar "do peso acadêmico", Weissmann transfere-se para Belo Horizonte. Na capital mineira, ministra aulas particulares de desenho e escultura e continua com trabalhos que seguem a linha figurativa, mas que tendem à crescente simplificação. Em 1946, realiza sua primeira exposição individual, no diretório dos estudantes da Enba. Em 1948, a convite do pintor Guignard (1896-1962), começa a dar aulas de modelo vivo, modelagem e escultura na primeira escola de arte moderna de Belo Horizonte, a Escola do Parque - posteriormente Escola Guignard -, onde permanece até 1956. Na busca pela essência da figura, realiza esculturas cada vez mais geometrizantes, nas quais o espaço vazado já aparece como um elemento definidor. No decorrer da carreira, o "vazio ativo" - como o artista define tais espaços -, torna-se uma obsessão. É do jogo entre o plano e suas articulações com o elemento vazado que nasce a tridimensionalidade aberta para o mundo das esculturas de Weissmann. A partir da década de 1950, começa a abandonar o estilo figurativo e, gradualmente, elabora um trabalho de cunho construtivista, com valorização das formas geométricas submetidas a recortes e dobras, por meio do uso de chapas de ferro, fios de aço, alumínio em verga ou folha. As primeiras experiências construtivistas, determinantes para o desenvolvimento e a consolidação dessa estética no Brasil, culminam na obra Cubo Vazado (1951), um dos marcos iniciais do estilo. Em 1954, Weissmann vence diversos concursos de projetos para esculturas em espaços públicos. Destes, apenas Monumento à Liberdade de Expressão do Pensamento é edificado na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. A obra, no entanto, é destruída em 1962, por causa de "reformas urbanísticas" no local. Ainda nos anos 1950, de volta ao Rio de Janeiro, o escultor integra o Grupo Frente, importante referência do construtivismo no Brasil, formado por artistas como Ivan Serpa (1923-1973), Lygia Clark, Décio Vieira (1922-1988) e Aluísio Carvão (1920-2001). Nesse período, realiza experiências com fios de aço, na série de "esculturas lineares", e com formas modulares, procedimentos que eliminam qualquer tipo de base para as esculturas. Em 1957, a polícia mineira transforma seu ateliê no subsolo da Escola do Parque Municipal em uma penitenciária. Sem a presença do artista no momento, todos os estudos feitos durante os anos em Belo Horizonte são jogados fora e quase todo o trabalho das décadas de 1940 e 1950 é destruído. No mesmo ano, participa da Exposição Nacional de Arte Concreta e recebe o prêmio de melhor escultor nacional na 4ª Bienal Internacional de São Paulo, onde apresenta a escultura A Torre, um dos ícones do neoconcretismo. Em 1958, recebe o prêmio de viagem ao exterior no 7º Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Em 1959, funda o Grupo Neoconcreto e assina o Manifesto Neoconcreto. Estabelece-se na Europa até o fim de 1964. Os trabalhos desse período, conhecidos como amassados, abandonam momentaneamente a construção geométrica, o que os críticos apontam como um "interregno expressivo" em sua pesquisa, quando a preocupação com a materialidade toma o primeiro plano. Um exemplo é a série Amassados, elaborada com chapas de zinco ou alumínio trabalhadas a martelo, porrete e instrumentos cortantes, alinhando-se temporariamente ao informalismo. Volta ao Brasil em 1965, retoma a aproximação com as vertentes construtivistas e reinicia as experimentações com formas geométricas e modulares. Em 1967, apresenta Arapuca na 9ª Bienal Internacional de São Paulo, peça na qual a cor se faz presente pela primeira vez como elemento determinante do espaço da escultura. A partir de então, são raras as esculturas sem aplicação de cor. Nos anos 1970, recebe o prêmio de melhor escultor da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) e participa da Bienal Internacional de Escultura ao Ar Livre, em Antuérpia, na Bélgica, e da Bienal de Veneza. Ao longo do tempo, mantém-se fiel ao processo de criação, sobretudo ao trabalho direto com o material e a manufatura de modelos com cortes e dobraduras, os quais são posteriormente ampliados numa metalúrgica. Um dos personagens mais importantes do movimento construtivista no Brasil, Franz Weissmann prioriza a exploração dos limites da forma e a realização de esculturas que dialogam com o público e interagem com o espaço urbano.

Informações

Lance

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Termos e Condições
Condições de Pagamento
Frete e Envio
  • TERMOS E CONDIÇÕES

    EMPRESA ORGANIZADORA:

    Galeria Ricardo Von Brusky

    LEILÃO - O leilão será realizado pela Leiloeira oficial Sra. Lia Camargo Von Brusky da Fonseca - JUCESP no 925, nos dia 31 de Agosto, 01, 02, 03 e 04 de Setembro a partir das 20:30, na Rua Estados Unidos, 336 Jardim América, São Paulo, SP, CEP: 01427-000. As condições de venda e pagamento obedecem ao que dispõe o Decreto Federal no 21.981, de 19 de outubro de 1.932, com as alterações introduzidas pelo Decreto no 22.427, de 1o de fevereiro de 1933, que regula a profissão de Leiloeiro Oficial, as quais deverão ser respeitadas por todos os participantes deste leilão.

    CONDIÇÕES PARA PARTICIPAR DO LEILÃO- Para participar do leilão o interessado deverá ser capacitado para contratar, e aguardar a liberação da galeria Ricardo Von Brusky nos termos da legislação em vigor. Menores de 18 (dezoito) anos não serão admitidos a participar do leilão.

    BENS- Os bens a serem leiloados estarão em exposição na Galeria Ricardo Von Brusky de 22/08 a 29/08 de 2020 das 11:00h às 18:00h. Os bens serão vendidos nas condições em que se encontram, cabendo aos interessados minuciosos exame in loco dos mesmos. Os bens serão vendidos a quem oferecer o maior lance e poderão ser retirados do leilão sempre que o leiloeiro julgar necessário. As fotos divulgadas no site e no catálogo da Galeria Ricardo Von Brusky são meramente ilustrativas, não servindo de parâmetro para demonstrar o estado dos bens ou influenciar a decisão de oferta de lances para arrematação dos mesmos.

    COMISSÃO DO LEILOEIRO - Os arrematantes deverão pagar à Leiloeira Lia Camargo Von Brusky da Fonseca, comissão de 5% (cinco por cento) sobre o valor da arrematação que não está inclusa no valor do lance.

    LANCES- Os lances poderão ser ofertados presencialmente, por telefone 11 2373 0768 e online, entretanto a Galeria Ricardo Von Brusky e a Leiloeira Lia Camargo Von Brusky não se responsabilizam por problemas técnicos de internet e afins. O interessado poderá oferecer mais de um lance para o mesmo bem, prevalecendo sempre o maior lance ofertado. Os lances oferecidos são IRREVOGÁVEIS e IRRETRATÁVEIS, não podendo ser anulados e/ou cancelados em nenhuma hipótese. O interessado é responsável por todas as ofertas registradas em seu nome.

    PAGAMENTO- O valor do bem arrematado e a comissão da Leiloeira deverão ser pagos no prazo de até 03 (três) dias úteis a contar do encerramento do leilão, através de TED Transferência Eletrônica Disponível; DOC Documento de Ordem de Crédito ou depósito bancário, conforme instruções da Galeria Ricardo Von Brusky.

    RETIRADA- Após 01 (um) dia útil a contar da data da efetivação do pagamento (crédito/compensação de remessa em conta corrente) do valor do lance e da comissão da Leiloeira, os bens poderão ser retirado pelos arrematantes no endereço da Galeria Ricardo Von Brusky de segunda à sexta-feira, das 11:00 às 18:00. A retirada dos lotes arrematados será de total responsabilidade do comprador incluindo, transporte e embalagem. Para a retirada dos bens por procurador, deverá ser entregue o Instrumento de Procuração com firma reconhecida. Após 30 dias será cobrado uma taxa mensal de guarda-móveis. A Leiloeira não tem qualquer responsabilidade pela entrega dos bens aos arrematantes.

    INADIMPLÊNCIA- Caso o arrematante não pague o preço do bem arrematado e a comissão da Leiloeira oficial no prazo acima estipulado (03 dias úteis), a arrematação ficará cancelada, devendo o arrematante pagar o valor correspondente a 25% (vinte e cinco por cento) do lance ofertado, sendo 5% (cinco por cento) a título de comissão da leiloeira oficial e 20% (vinte por cento) destinado ao proprietário dos bens e ao pagamento de eventuais despesas incorridas pela leiloeira e pela Galeria Ricardo Von Brusky. A leiloeira poderá emitir título de crédito para a cobrança de tais valores, encaminhando-o a protesto por falta de pagamento, sem prejuízo da execução prevista no artigo 39, do Decreto no 21.981/32. A leiloeira oficial poderá, nesta hipótese, soli- citar a inclusão dos dados cadastrais do arrematante junto aos órgãos de proteção ao crédito.O inadimplente não será admitido a participar de qualquer outro leilão divulgado no site da Galeria Ricardo Von Brusky, por ter seu cadastro bloqueado. Caso sejam identificados cadastros vinculados ao mesmo serão igualmente bloqueados.

    REGISTRO- Uma vez aceitas os presentes Condições de Venda e Pagamento do Leilão, o arrematante autoriza o respectivo registro perante Cartório de Registro de Títulos e Documentos, para que produza todos os efeitos legais, correndo por conta da leiloeira os custos envolvidos.
    A autenticidade das peças que constam neste catálogo é totalmente garantida pela Galeria Ricardo Von Brusky e foram objetos de apreciação prévia, realizada pelo IPHAN Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional. O interessado declara estar ciente e de acordo com os termos constantes deste documento.

  • CONDIÇÕES DE PAGAMENTO

    PAGAMENTO- O valor do bem arrematado e a comissão da Leiloeira deverão ser pagos no prazo de até 03 (três) dias úteis a contar do encerramento do leilão, através de TED Transferência Eletrônica Disponível; DOC Documento de Ordem de Crédito ou depósito bancário, conforme instruções da Galeria Ricardo Von Brusky.

  • FRETE E ENVIO

    A retirada dos lotes é de responsabilidade do comprador, incluindo transporte e embalagem, dentro do prazo vigente do leilão, com AGENDAMENTO PRÉVIO.
    Caso o arrematante não realize o pagamento e a retiradas dos itens arrematados, será automaticamente bloqueado na plataforma do Leilões BR e submetido as medidas legais vigentes nas regras do leilão. A cotação do envio pelos correios deverá ser solicitada por e-mail. Podemos indicar transportadoras, mas a cotação e escolha da mesma é de total responsabilidade do cliente.Enfatizamos que a Galeria e a leiloeira não se responsabilizam por quaisquer danos ocorridos no processo de transporte.